Vem sendo discutido entre os roteiristas norte-americanos como abordar a questão climática no horário nobre e os impactos sobre os telespectadores.
Eles acreditam que podem ajudar a mudar o comportamento deles através das histórias veiculadas no cinema e na televisão. Segundo Sonny Fox, representante da Population Media Center, organização criada em 1998, sob a estratégia de "educação com entretenimento", resta comprovado que as histórias são uma maneira efetiva para introduzir temas de relevância para a população e as futuras gerações.
Essa notícia é realmente interessante, porque aborda o poder da mídia e da comunicação junto ao público e como esse poder pode e deve ser utilizado para educar e conscientizar a população sobre assuntos relevantes, que interferem diretamente sobre a sua vida.
Conforme abordado na reportagem, talvez a televisão não possa salvar o mundo do aquecimento global, mas com certeza é um instrumento importante para que as pessoas comecem, de fato, a agir.
Na televisão brasileira, por exemplo, várias novelas já abordaram questões como preconceito, adoção, drogas etc. Se não é uma solução, é no mínimo uma forma de colocar vários assuntos em discussão. E isso já é um grande avanço.
Um exemplo disso foi a novela América, de Glória Perez, que abordou as dificuldades, barreiras e preconceitos vividos pelos cegos. Na época, mesmo existindo algumas determinações legais no sentido de garantir o direito de entrarem em qualquer lugar público, acompanhados de um cão-guia, vários locais não aceitavam os visitantes caninos. E a dramatização da vida real foi, sem dúvida, muito importante para que a realidade fosse vista com outros olhos...
Portanto, a TV e o Cinema podem e devem ser utilizados para "educar com entretenimento".
Fonte: Leia a matéria no site da Reuters
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