RPG e Educação: uma maneira divertida de ensinar e aprender

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“Em cada grupo, uma pessoa deve ser o narrador. Ele não constrói um personagem para si mesmo; na verdade, ele é uma mistura de diretor, moderador, narrador e árbitro. O narrador cria o drama, através do qual os jogadores conduzem seus personagens, forjando o enredo e os conflitos. O narrador também interpreta o elenco de apoio - os aliados com quem os personagens interagem e os adversários contra quem eles lutam. O narrador ainda cria os detalhes que compõem os cenários da história [...]. Os jogadores decidem como seus personagens e reagem no jogo, mas é o narrador com a ajuda das regras, que decide se os jogadores realmente tiveram sucesso ou não em suas ações, e em que medida”. Justin ACHILLI, em "Vampiro a Máscara".
Como já comentado em outro artigo (RPG e Trabalho em Equipe), o RPG (Role Playing Game) nada mais é do que a velha arte de contar histórias. A diferença é que deixamos de ser meros espectadores para interagirmos com os personagens, vivenciando suas dúvidas e desafios. É, portanto, uma história interativa, cujo "final" será determinado pelas ações dos jogadores/personagens. Mas diferentemente de outros jogos, não existem vencedores ou perdedores e sim, um objetivo, uma meta a cumprir, cuja realização ou não dependerá da relação estabelecida entre os participantes.

E se no passado era "apenas diversão", hoje é visto por vários educadores como uma importante ferramenta de ensino e aprendizado, justamente por sua capacidade de aliar lazer e entretenimento com educação e cultura. Muito embora seu uso ainda seja restrito dentro das escolas brasileiras, já existem diversas experiências nesse sentido, cujos resultados podem ser encontrados em vários artigos, livros e sites. Como no relato da professora Vivien Morgato, do Colégio Sagrado Coração de Jesus e Escola Comunitária de Campinas, no site da Ludus Culturalis:

"Utilizo o RPG como instrumento pedagógico há aproximadamente quatro anos, dentro da sala de aula. Sempre trabalho com alunos-narradores que elaboram aventuras a partir das aulas dadas, onde utilizamos diferentes estratégias midiáticas, como aula expositiva, textos, filmes, músicas, jogos variados, gravuras etc. Os demais alunos da equipe elaboram seus personagens de forma historicamente datada, com os limites e características inerentes ao momento historico discutido em aula. Os alunos preparam personagens e aventuras, e, utilizando uma versão simplificada do sistema GURPS, elaboram a aventura em três aulas, aproximadamente. Depois disso se reúnem e relatam sua aventura em uma narrativa escrita, discutem a participação de todos e se auto-avaliam com critérios previamente definidos (organização, desenvolvimento do conteúdo e criatividade)."

Depois de dez anos jogando e participando de projetos e eventos de RPG, não tenho dúvidas do quanto o RPG pode ajudar na educação. E foi pensando nisso, que decidi reunir alguns artigos e sites que falam sobre o assunto.

Artigos:

Sites de referência com materiais, artigos e muitas dicas sobre como aplicar o RPG na educação:

Imagem: Uai Play

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