Bota pra fazer! - Semana Global de Empreendedorismo

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"Esse movimento tem a pretensão de
mudar a cultura do país. Sim, e por que não?
Queremos todos mais empreendedores.
Com mais atitude de pró-atividade!
Não só no mundo dos negócios,
mas em tudo, nos esportes, na cultura, na sua vida pessoal.
Queremos todos tirando suas idéias do papel.
Transformando sonhos em realidades".

Diante desta "tsunami financeira", talvez a melhor saída seja empreender, inovar e criar alternativas para um futuro sustentável.

O que é?

Visando estimular o espírito empreendedor, a inovação e a criatividade foi criada em 2004, na Inglaterra, a "Semana do Empreendedorismo". Considerada, atualmente, como o maior movimento mundial sobre o tema, a semana (17 a 23 de novembro) será realizada em mais de cinquenta países, entre eles, o Brasil.

O evento fará parte da campanha BOTA PRA FAZER, que acontece durante o ano todo, com o objetivo de despertar as atitudes empreendedoras que existem em cada pessoa. Afinal, "enquanto você não levantar da cadeira, suas idéias não ficam de pé". Durante a semana, serão promovidos palestras, workshops, eventos culturais, premiações etc. Ou seja, a intenção é interligar pessoas de todo o país através de novas idéias e projetos.

Como participar?

  • Empresas e Organizações: podem participar como parceiras, cadastrando-se no site http://www.semanaglobal.org.br/ e disponibilizando gratuitamente suas atividades.
  • Público: depois do cadastro, os interessados poderão se inscrever nas atividades que serão realizadas em todo o país.

Exemplo de Atividade

Rio Empreendedor: palestras, debates, oficinas e mesas redondas que abordarão os temas empreendedorismo e inovação, inovação empreendedora de ensino, empregabilidade X atitude empreendedora, criatividade e inovação, planos de negócios, tendências e oportunidades e desafios para empreender.

  • Instituições Parceiras: SEBRAE RJ; Endeavor; Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e Governo do Estado do Rio de Janeiro.
  • Organização: UVA -UERJ -CEFET RJ
  • Tipo de Atividade: Palestra
  • Data e horário: 17/11/2008 das 09:00 às 21:00
  • Local: Universidade Veiga de Almeida, Rua Ibituruna, 108 - RJ - Rio de Janeiro

Não se esqueça, para participar desta e de outras atividades é necessário fazer o cadastro pelo site http://www.semanaglobal.org.br/.

Para saber mais sobre a semana, acesse o material de divulgação.


Fonte: Semana Global de Empreendedorismo, Bota Pra Fazer, Blog Bota Pra Fazer

O Alienista e Macbeth: o que eles têm em comum?

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"Se pudermos fazer com que Shakespeare
pareça tão excitante quanto Homem-Aranha,
então ele seria considerado cool".
"Nossa intenção era preservar ao máximo o texto original,
o jeito que Machado de Assis escrevia. Mas, ao mesmo tempo,
queríamos que fosse uma história em quadrinhos,
não uma história ilustrada",
Fábio Moon, autor da versão em quadrinhos
de "O Alienista" - para Universo HQ
Além de serem dois clássicos da literatura, foram adaptados para o universo das histórias em quadrinhos. O primeiro, pelos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, do site e blog 10 pãezinhos, que ganharam o Troféu Jabuti pelo trabalho e o segundo, pela Classical Comics, que além desta, adaptou outras obras como: Frankenstein, de Mary Shelley e Henry V, de Shakespeare, disponibilizando o preview nos três formatos em que são editadas: Original Text (o mais próximo do texto original), Plain Text (no inglês moderno) e Quick Text Preview (versão que mantém a essência do texto).
Vistos como uma "ponte entre o jovem e a literatura", já faz algum tempo que as adaptações de clássicos para os quadrinhos vem despertando o interesse e ganhando espaço no mercado editorial brasileiro. Editoras como a Agir, do grupo Ediouro e a Escala Educacional têm investido nesse segmento com as séries "Grandes Clássicos em Grafhic Novel" e "Literatura Brasileira em Quadrinhos".
O primeiro lançamento da Agir foi justamente "O Alienista", de Fábio Moon e Gabriel Bá, com previsão para adaptações de: “O pagador de promessas”, de Dias Gomes, “Os sertões”, de Euclides da Cunha, e “Dentro da noite”, de João do Rio. A Escala, por outro lado, já lançou doze obras, entre elas, "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida, "A Cartomante", de Machado de Assis, e também "O Alienista".

Essa tendência tem despertado não só o interesse de editoras, mas de escolas, que resolveram adotar as adaptações como um instrumento pedagógico e de ensino, como no caso dos colégios Dínamis e Mopi do Rio de Janeiro. Segundo matéria publicada no jornal O Globo, alunos do colégio Dinamis estão adaptando para os quadrinhos, por exemplo, obras como o já citado "O Alienista" e "O Médico e o Monstro". Na opinião dos alunos, "aprender assim é mais legal", porque o desenho permite que eles imaginem como são os personagens e os cenários da história. Para a professora Sandra Ribeiro, responsável pela oficina de escrita, realizada duas vezes por semana, a atividade facilita o aprendizado, porque os "jovens gostam de trabalhar com a imagem, com o desenho". Já os alunos do colégio Mopi costumam devorar as adaptações, sem deixar de conhecer as obras originais.
O sucesso do gênero pode ser medido pelo interesse do próprio MEC, que incluiu vários quadrinhos na lista do Programa Nacional Biblioteca da Escola de 2009. Algo elogiado por profissionais da área da educação, como a pedagoga Bertha do Valle, que em entrevista ao jornal O Globo, disse que os quadrinhos deixaram de ser o "patinho feio" da literatura infanto-juvenil, citando a experiência de uma pesquisadora, que ao aplicá-los em sala de aula para o ensino de ciências, obteve excelentes resultados. No mesmo sentido, a professora Katia Zacharias, da rede municipal do Rio de Janeiro, disse que os quadrinhos "trabalham a criatividade e a imaginação, pois são divertidos e promovem grande interação entre o personagem e o leitor".

A lista divulgada pelo órgão incluiu as seguintes obras:
Ensino Fundamental
  • "Luluzinha vai às compras", de John Stanley;
  • "Níquel Náusea - Tédio no chiqueiro", de Fernando Gonsales;
  • "Suriá - A garota do circo", de Laerte Coutinho;
  • "A turma do Pererê - As manias de Tininin" e "Maluquinho por arte - Histórias em que a turma pinta e borda", ambas de Ziraldo;
  • "O beijo no asfalto", de Arnaldo Branco e Gabriel Góes;
  • "D. João Carioca", de Spacca e Lilian Moritz Schwartz;
  • "Deus segundo Laerte", de Laerte Coutinho;
  • "10 pãezinhos - Meu coração não sei por quê", de Gabriel Bá e Fábio Moon.

Ensino Médio

  • "O Alienista", de Gabriel Bá e Fábio Moon;
  • "Domínio Público - Literatura em Quadrinhos", de vários autores;
  • "A força da vida", "O sonhador" e "Um contrato com Deus", todos de Will Eisner.

Quem quiser dar uma olhada na relação de livros escolhidos pelo MEC para o ano que vem, basta clicar aqui.

Como podemos ver, as história em quadrinhos são um ótimo instrumento para aproximar crianças, jovens e adultos da literatura. Foi graças a "Turma da Mônica" e tantos outros personagens que muitas pessoas, como eu, tomaram o gosto pela leitura, fazendo da ida a uma biblioteca ou livraria um verdadeiro tormento. Prazeroso, é verdade... rs. Afinal, os olhos ficam brilhando e as mãos coçando diante de tantos tesouros espalhados pelas prateleiras. ;)-

Sei que não é tarefa fácil prender a atenção dos alunos ou incentivar neles o hábito da leitura, principalmente em um mundo imerso em tecnologia, onde tudo está ao alcance de "um clique". E é justamente por isso, que atividades lúdicas e criativas, como o uso dos quadrinhos e do RPG em sala de aula (vou retornar ao assunto em breve - mas quem quiser pode dar uma olhada no post RPG e Trabalho em Equipe) podem ser uma ótima ferramenta de ensino e pesquisa, incentivando o aprendizado, seja através da imaginação ou do trabalho em equipe.

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"O mundo está mudando, as crianças estão mudando. As escolas precisam mudar - reflete Gabriel Bá. - Os quadrinhos podem contar histórias tão interessantes, criativas e profundas quanto a literatura e ainda têm um enorme apelo visual que ajuda a prender a atenção do leitor, além de ajudar as crianças a desenvolverem a habilidade de compreensão da história pela soma das informações contidas tanto no texto, quanto nas imagens. Acho que tudo isso é um ponto a favor dos quadrinhos no incentivo à leitura." Gabriel Bá em Gibizada


Clique nas imagens para ampliá-las.

Fonte:

Imagens: blog 10 pãezinhos e Classical Comics.

Angelo D' arrigo - O homem que ensinou um condor a voar...

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"Os limites não existem".


Esse era o lema do italiano conhecido como o "homem pássaro" ou o "condor humano". Ornitólogo e campeão mundial de asa delta, Angelo D' arrigo foi o primeiro homem a sobrevoar o Monte Evereste (8.848 metros) em 2004, sem o auxílio de motores. A façanha foi tal, que teria assombrado aqueles que escalavam a montanha. De tão perto, quase podiam ver seu rosto...

Em 2006, bateu seu próprio recorde ao sobrevoar a bela região de Mendoza, na Argentina, dias depois de ter feito um vôo sobre o Aconcágua. Por ironia do destino, Angelo morreu naquele mesmo ano na Sicília em um acidente de avião, que era pilotado por um amigo. Com sua vida dedicada aos esportes radicais, percorreu o mundo sobrevoando mares, desertos, vulcões e montanhas em companhia de águias e outras espécies.

En 2003, participando de um projeto russo de ornitologia, guiou um grupo de aves nascidas em cativeiro por mais de 5000 kilômetros, do Círculo Ártico até o mar Cáspio, passando pela Sibéria, a fim de mostrar-lhes as rotas tradicionais de migração. Entre outros projetos, foi responsável também pela criação de um estudo chamado de "Metamorphosis" em que observou as técnicas de vôo instintivas das maiores aves de rapina dos cinco continentes. A partir desta convivência e observação, pôde aperfeiçoar suas próprias técnicas de vôo.

Seu último grande projeto, "wings of condor", visava o estudo e a reintrodução no habitat natural de dois condores (aves típicas da Cordilheira dos Andes - em processo de extinção), que foram chamados de Inca e Maia. Tendo adquirido os ovos de uma universidade na Áustria, Angelo transformou-se na "mãe" deles, ensinando-lhes tudo, inclusive a voar. O que de outra forma, sem a presença materna, seria quase que impossível.

Infelizmente, o amante dos pássaros não teve tempo de ver a concretização de seu sonho, tarefa que coube a sua mulher, Laura Mancuso. A aventura de reintrodução das aves nos Andes foi registrada pela National Geographic em um documentário chamado "Born to Fly" ou nascido para voar. Foi justamente através desse belíssimo documentário, que narra a relação de carinho e dedicação de um homem pelos animais, que conheci essa fascinante história.

Ao ver as fotos, vídeos e artigos sobre Angelo, a sensação que eu tenho é que para ele a vida, de fato, não tinha limites, e que muito embora tenha morrido jovem, aos 44 anos de idade, ele viveu o máximo que poderia ter vivido. E talvez essa seja a grande lição, não importa o tempo que temos, mas sim o que fazemos dele. Ou seja, precisamos decidir o que queremos da vida: passar por ela ou deixar que ela passe diante dos nossos olhos...

Quem quiser conhecer mais sobre a vida de Angelo D' arrigo e suas aventuras pelo mundo, visite o site oficial http://www.angelodarrigo.com/, que tem muitas informações, vídeos e fotos sensacionais.

Clique na imagem abaixo para ampliá-la:













Vídeos de Angelo:

Fontes: Angelo D'Arrigo Oficial, El Mundo.

Meme Musical - As músicas do meu MP3

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Recebi do meu amigo Rodrigo, do Curiosando, esse meme muito legal. As regras oficiais são: Enumere 7 canções que você ouve sempre, que estão no seu mp3, mp4, Ipod e afins, que você cantarola pela rua. Enfim, suas músicas de cabeceira. Repasse a missão para sete pessoas especiais. Bom, essa não é uma tarefa fácil, sete músicas é um número mais do que limitadíssimo...rs

Como o Rodrigo disse, regras são regras, então vamos lá!

































Gosto de vários estilos musicais, mas estas são algumas das músicas que você encontraria no meu MP3.

Indicados:



Sintam-se à vontade para aceitar ou não. ;)-

Lei Arouca, o dia em que retrocedemos...

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O dia 09/09/2008 ficará marcado como o "dia do retrocesso". Depois de 13 anos tramitando no Congresso Nacional, a chamada "Lei Arouca", que regulamenta a utilização de animais em pesquisas científicas, foi aprovada em resposta ao lobby das indústrias farmacêutica e de cosméticos, apoiadas pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciências - SBPC e outras entidades científicas.
No momento em que muitos países buscam e investem em alternativas à experimentação animal, não só pela crueldade a que são submetidos, mas também pela ineficiência de inúmeros testes, tendo em vista as diferenças existentes entre os homens e outros animais, o Brasil, como sempre, resolve adotar velhas ideologias. Enquanto a Europa e os EUA caminham no sentido de abolir tais práticas, resolvemos permitir, em "prol da ciência", que essas empresas façam aqui, aquilo não podem ou não poderão fazer mais em seus países de origem. Ou seja, mais uma vez, seremos o "quintal" dos outros.

Uma questão interessante nesse processo de aprovação da "Lei Arouca" é o fato de sua discussão (entre políticos e o lobby de cientistas e da indústria) ter sido retomada justamente no momento em que cresce a pressão internacional contra a utilização de animais em pesquisas. Com o aumento das restrições ou mesmo da proibição de tais práticas em vários países, não é de se estranhar que tenha aumentado e muito o interesse da indústria e dos cientistas em aprovar o projeto no Brasil. Infelizmente, aqueles que defendem os animais sequer tiveram direito de participar dos debates (Aliás, houve debate? Você viu alguma coisa?).

Alguns dados coletados no site do Projeto Esperança Animal - PEA:

De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra o pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação. Albert Sabin reconhece que o fato de haver realizado pesquisas em macacos Rhesus atrasou em mais de 10 anos a descoberta da vacina para a pólio.

As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado.

Já existem inúmeras métodos substitutivos eficientes e eficazes que podem e já estão sendo usados nessa área. Isso sem falar dos modernos processos de análise genômica e sistemas biológicos in vitro, que vêm sendo muito bem utilizado por pesquisadores brasileiros. Sem falar que culturas de tecidos, provenientes de biópsia, cordões umbilicais ou placentas descartadas, dispensam o uso de animais. Vacinas também podem ser fabricadas a partir da cultura de células do próprio homem.

Na Europa muitas faculdades de medicina não utilizam mais animais, nem mesmo nas matérias práticas como técnica cirúrgica e cirurgia, oferecendo substitutivos em todos os setores.

Na Inglaterra e Alemanha, a utilização de animais na educação médica foi abolida. Sendo que na Grã-Bretanha (Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda) é contra a lei estudantes de medicina praticarem cirurgia em animais. Note-se que os médicos britânicos são comprovadamente tão competentes quanto quaisquer outros.

A produção de anticorpos monoclonais por meio de animais foi banida na Suíça, Holanda, Alemanha, Inglaterra e Suécia.

Na Itália, entre 2000 e 2001 mais de um terço das universidades abandonaram a utilização de animais para fins didáticos. A Província de Sul de Tirol, Itália, proibiu a experimentação em animais ao longo de seu território.

Nos EUA, mais de 100 faculdades de Medicina (70%) não utilizam animais vivos nas aulas práticas. As principais instituições de ensino da Medicina, como a Harvard, Stanford e Yale julgam os laboratórios com animais vivos desnecessários para o treinamento médico.

Texto completo: clique aqui

Algumas perguntas frequentes coletadas do site Instituto Nina Rosa:

“Não é viável parar com o uso dos animais em pesquisas médicas básicas devido à necessidade de se observar as complexas interações das células, tecidos e órgãos”.

Além das questões morais envolvidas, estudos clínicos e epidemiológicos realizados em seres humanos oferecem um quadro muito mais preciso sem ferir ninguém. Observar interações nos animais não garante que essas informações podem ser estendidas aos humanos. Diferentes espécies de animais variam enormemente em suas reações à toxinas e doenças e quanto ao seu metabolismo de drogas. Por exemplo, uma dose de aspirina que é terapêutica em humanos, é venenosa para gatos e não tem nenhum efeito para febre em cavalos; benzeno causa leucemia em humanos, mas não em ratos; insulina produz defeitos congênitos nos animais, mas não em humanos e assim por diante. Os experimentos em animais não podem substituir as diligentes observações clínicas em seres humanos.

“A maioria dos avanços médicos não foram atribuídos a experiências em animais?”

Historiadores médicos mostram que a melhoria da nutrição, saneamento e outros fatores comportamentais e ambientais – nada aprendido em experimentação animal – são responsáveis pelo declínio nas mortes, desde 1900, causadas por doenças infecciosas mais comuns e que a medicina tem pouca importância no aumento da expectativa de vida. Muitos avanços importantes na saúde são atribuídos a estudos em seres humanos, entre eles anestesia, bacteriologia, teoria do germe,o estetoscópio, morfina, rádio, penicilina, respiração artificial, anti-sépticos, a descoberta das relações entre colesterol e doenças do coração e entre cigarro e câncer, o desenvolvimento do raio-x, e o isolamento do vírus que causa a AIDS. Testes em animais não contribuíram em nada nesses e em outros desenvolvimentos.

“Muitos tratamentos que temos hoje foram desenvolvidos em animais – como a vacina para pólio, por exemplo”.

De fato, dois grupos de estudos desenvolveram a vacina antipólio – o trabalho “in-vitro”, que ganhou o prêmio Nobel e que não envolve animais, e o subseqüente teste em animal, no qual 1 milhão de animais foram mortos e o comitê Nobel se recusou a reconhecer como nada mais do que um desperdício. Além disso, a pólio foi exterminada mais rápido em áreas do mundo que não usam a vacina, como nos EUA.Entretanto, certamente alguns desenvolvimentos médicos foram descobertos a partir de cruéis testes em animais. Mas só porque os animais foram usados não quer dizer que deviam ter sido usados ou que técnicas primitivas usadas em 1800 são válidas hoje. É impossível dizer onde estaríamos se tivéssemos recusado o uso de experimentação animal, porque através de toda a história médica, muito poucos recursos foram consagrados a métodos de pesquisa sem animais. Certamente, devido ao fato de que experimentos em animais freqüentemente nos dão resultados enganosos com relação à saúde humana, nós estaríamos melhor se não tivéssemos a assistência deles.

“Cientistas têm a responsabilidade de usar animais para manter a busca de curas para doenças das quais as pessoas sofrem”.

Mais vidas humanas poderiam ser salvas e mais sofrimento poupado se as pessoas fossem educadas na importância de se evitar gordura e colesterol, parar de fumar, reduzir o consumo de álcool e outras drogas, se exercitar regularmente, e limpar o meio ambiente do que todos os testes em animais no mundo. Os testes em animais são primitivos, além de já possuirmos tecnologia moderna e testes clínicos em humanos.Mesmo que se provasse não haver alternativas ao uso de animais – o que não é verdade – como George Bernard Shaw disse certa vez: “Não se estabelece se um experimento é justificável ou não, meramente mostrando se ele têm alguma utilidade. Essa distinção não é entre experimentos úteis ou inúteis, mas entre comportamento bárbaro e civilizado”. Além do mais, existem alguns problemas médicos que provavelmente podem ser curados usando-se testes em pessoas não- voluntárias, mas não o fazemos por reconhecer que isso é errado.

“Se não pudéssemos usar animais, nós precisaríamos testar novas drogas em pessoas?”

A escolha não é entre animais ou pessoas. Não há garantia de que drogas são seguras só porque foram testadas em animais. Devido às diferenças psicológicas entre humanos e outros animais, testes em animais não podem ser estendidos com segurança para humanos, nos deixando vulneráveis, expostos a drogas que podem causar sérios efeitos colaterais.Ironicamente, testes desfavoráveis em animais não podem prevenir uma droga de ser comercializadapor humanos. Muitas evidências foram acumuladas a respeito das diferenças que existem entre os efeitos das substâncias químicas em animais e em humanos, diferenças essas que os funcionários do estado freqüentemente não se esforçam em encontrar nos estudos realizados em animais. Nas duas últimas décadas, muitas drogas foram retiradas do mercado depois de terem causado centenas de mortes e/ou injúrias. De fato, mais da metade das drogas que a Food and Drug Administration (órgão americano de controle de drogas e alimentos) aprovou entre 1976 e 1985 foram também removidas do mercado ou reclassificados por causa de sérios efeitos colaterais. Se as indústrias farmacêuticas trocassem os testes em animais pelo quantum satis farmacológico e pelos testes “in vitro”, nós teríamos maior proteção, não menor.

"Se não testamos em animais, como poderemos conduzir estudos médicos?”

Estudos clínicos e epidemiológicos em humanos, cadáveres e simulação de computadores são mais rápidos, mais confiáveis, menos custosos, e mais humanos que testes em animais. Cientistas habilidosos desenvolveram a partir de células cerebrais humanas, um modelo de “micro cérebro”, com o qual se estudam tumores, assim como peles artificiais e medula óssea. Nós podemos agora testar irritações em membranas de ovos, produzir vacinas em cultura de células,e executar testes de gravidez usando amostras de sangue, em vez de matar coelhos. Como Gordon Baxter, co-fundador dos laboratórios Pharmagene (uma companhia que usa apenastecidos humanos e computadores para desenvolver e testar drogas.) diz: “Se você tem informação em seres humanos, qual a vantagem de se voltar para animais?”

“Experimentação animal ajuda animais também, com o avanço da ciência veterinária”.

Isso é como dizer que é aceitável fazer experimentos em crianças pobres para beneficiar as ricas. O ponto não é se os experimentos em animais podem ser úteis para animais ou humanos: o ponto é que não temos o direito moral de infligir sofrimento desnecessário àqueles que estão à nossa mercê.

“Os estudantes de medicina não precisam dissecar animais?”

Não. Eles não precisam. Na verdade, mais e mais estudantes de medicina estão se tornando contestadores conscientes, e muitos se graduam hoje sem ter usado animais. Eles aprenderam assistindo cirurgiões experientes. Na Grã-bretanha, é contra a lei estudantes de medicina praticarem cirurgia em animais, e médicos britânicos são tão competentes quanto aqueles educados em qualquer outro lugar. Muitas das escolas líderes de medicina nos Estados Unidos, incluindo Harvard, Yale e Stanford, usam agora métodos de ensino clínico inovadores no lugar dos laboratórios animais antiquados. Harvard, por exemplo, oferece uma aula prática de anestesia cardíaca, em que os estudantes observam o coração humano por operações secundárias, no lugar de laboratórios de cachorros. O corpo docente de Harvard, que desenvolveu este método, recomendou que ele seja implementado em qualquer lugar.

“Deveríamos jogar fora todas as drogas que foram desenvolvidos e testadas em animais? Você se recusaria a toma-las?”

Infelizmente, muitas coisas em nossa sociedade vêm da exploração de outros. Por exemplo, muitas das rodovias em que dirigimos foram construídas por escravos. Não podemos mudar o passado, aqueles que já sofreram e morreram estão perdidos. Mas o que podemos fazer é mudar o futuro usando métodos de pesquisa sem animais de agora em diante.

“Muitos cientistas se importam com os animais – eles precisam, porque sua pesquisa depende do bem-estar dos animais”.

Investigadores em nossas mais prestigiadas instituições mostram que isso simplesmente não é o caso. Em City of Hope, na Califórnia, um dos mais proeminentes locais de instituições de pesquisa dos EUA, animais morrem de fome e se afogam em suas próprias fezes “por acidente”. Muitos cientistas se tornaram duros depois de anos de pesquisa e não vêm o sofrimento do animal – eles tratam os animais como meros e descartáveis instrumentos de pesquisa. Melhorias no tratamento dos animais são vistos como “muito dispendiosas.”

“E as inspeções e os comitês das instituições de bem-estar animal?”

Nos Estados Unidos, muitos desses comitês são compostos parcial ou totalmente por pessoas que têm interesse na continuidade das experimentações em animais. A lei teve que ser acionada para permitir o acesso público aos encontros dos comitês. No Brasil, a maioria das universidades não têm comitês e não há uma lei que as obrigue a isso e as fiscalizações não ocorrem. As leis que protegem os animais precisam ainda de muito empenho para que não fiquem só no papel.

“Os gatos e cachorros não são mortos aos montes de qualquer forma? Porque não usá-los em experimentos para salvar vidas?”

Entre uma morte sem dor (eutanásia) num abrigo de animais e uma vida de severas dores e privações em um laboratório - antes de serem mortos por experimentadores - existe uma longa distância.

“Você permitiria um experimento que sacrificasse 10 animais para salvar 10.000 pessoas?”

Suponha que a única maneira de salvar essas 10.000 pessoas fosse experimentar em um órfão retardado. Se salvar pessoas é a meta, isso seria digno? Muitas pessoas irão concordar que é errado sacrificar um ser humano para “um bem maior” de outros porque isso violenta os direitos individuais.A idéia é a de que seres humanos têm direitos, enquanto animais não têm. Não há ainda, nenhuma razão lógica para negar aos animais os mesmos direitos que protegem os seres humanos individuais de serem sacrificados para um bem comum.

“E os experimentos que não são nocivos aos animais, em que eles são simplesmente observados?”

Se realmente não houver dano, nós não nos opomos. Mas “não nocivo” significa que os animais não são mantidos isolados em gaiolas frias de ferro, porque o estresse e medo do confinamento é danoso, como é mostrado por diferenças de pressão arterial em animais presos e livres. Animais engaiolados também sofrem por serem privados de realizar seus comportamentos normais e interações sociais.

“Se você estivesse em um incêndio e pudesse salvar apenas seu filho ou seu cachorro, quem você escolheria?”

Eu salvaria meu filho, mas isso é instintivo. Um cachorro salvaria seu filhote. Independentemente de quem eu salvaria, entretanto, minha decisão não prova nada sobre a moral da legitimidade da experimentação em animais. Eu salvaria meu próprio filho no lugar do filho do meu vizinho, mas isso não prova que a experimentação animal no filho do meu vizinho é aceitável.

Fonte: Instituto Nina Rosa - Tradução e adaptação de: “Frequently asked questions and comments”, Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) www.peta.org

Textos interessantes:

1) Por que somos contra os modelos animais - por Paula Brugger - Fonte: Abolicionismo Animal

2) O direito à escusa de consciência na experimentação animal - por Laerte Fernando Levai - Fonte: Abolicionismo Animal

3) Lei Arouca - por Geiza Leitão - Fonte: OLA - O Observador da Legislação Animal

4) Alternativas ao Uso de Animais Vivos em Experimentos Científicos e Educacionais - por Fernanda - Fonte: PEA - Projeto Esperança Animal

Você acha que eles merecem todo esse sofrimento? Pense nisso!