Cão-guia: os olhos do homem...

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Thaís e Diesel


Pesquisando sobre o uso da TV em questões sociais, encontrei o site da ONG IRIS - Instituto de Responsabilidade que desenvolve um projeto de treinamento de cães-guia, utilizados por deficientes visuais.
Ao visitar o blog "Cão Guia", encontrei relatos emocionantes. Talvez o sentimento mais recorrente seja o de liberdade, proporcionado, justamente, pela relação de confiança e amizade estabelecida entre eles.
Dentre os que li, transcrevo o de "Dani e Basher":
"Coração disparado e lágrimas nos olhos, foi assim que o recebi. Basher, um macho, labrador, amarelo, 1 ano e 5 meses e 30Kg. Ele é alegre. Deu-me muitos, muitos beijos. O Chico tinha razão no comentário que fez, eu chorei. Chorei de felicidade. Me senti a pessoa mais feliz, realizada e completa. Num segundo, estávamos lá, abraçados. A partir de então passei a cuidar dele. Engraçado, nunca havia cuidado de ninguém. E é bom saber que consigo. Peguei seu primeiro cocô, achava que seria difícil. Que nada. Fiquei feliz de estar lá, às 6 da manhã, oito graus negativos. Me sinto como se tivesse tido um filho. Em dez minutos tomei banho, sequei o cabelo, me arrumei. Acho que foi o banho mais rápido da minha vida, só porque o Basher estava lá esperando. Estamos juntos a menos de 3 dias e nossa interação já é incrível. Hoje caminhamos juntos e sozinhos pela primeira vez, foi num parque, à tarde. Fazia frio, muito frio, mas não senti o vento que congelava meu rosto. Me senti livre e segura, como há muito não acontecia. Depois de alguns ajustes iniciais, parecíamos um só, andando. Chorei de novo. Acho que nunca me senti tão feliz. Basher, seja bem vindo!"

Dani Kovacs e Basher

Alguns dados:

Segundo informações da ONG IRIS, existem menos de 30 cães-guia no país (não sei se esse dado está atualizado, mas levando-se em conta que é o Brasil, não deve ter mudado muito, infelizmente...). Vale lembrar que temos cerca de 1 milhão e duzentos mil deficientes visuais e que a utilização de cães-guia está muito longe da média mundial, que é de 1% a 2% (média baixa, não? Será que é muito dispendioso ou falta informação a respeito?). Ou seja, deveríamos ter algo em torno de 12 a 24 mil pessoas. Como sempre, o Brasil é campeão em dados negativos...

Fonte: IRIS - Instituto de Responsabidade Social, Blog Cão Guia

Imagens: Blog Cão Guia

Hollywood: seriados contra o aquecimento global

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holywood, meio ambiente, aquecimento global, seriados, educativos, programas, natureza, planetaVem sendo discutido entre os roteiristas norte-americanos como falar sobre a questão climática no horário nobre e os impactos sobre os telespectadores.
Eles acreditam que podem ajudar a mudar o comportamento deles através das histórias veiculadas no cinema e na televisão. Segundo Sonny Fox, representante da Population Media Center, organização criada em 1998, sob a estratégia de "educação com entretenimento", resta comprovado que as histórias são uma maneira efetiva para introduzir temas de relevância para a população e as futuras gerações.
Essa notícia é realmente interessante, porque aborda o poder da mídia e da comunicação junto ao público e como este pode e deve ser utilizado para educar e conscientizar a população sobre assuntos relevantes, que interferem diretamente sobre a sua vida.
Conforme abordado na reportagem, talvez a televisão não possa salvar o mundo do aquecimento global, mas com certeza é um instrumento importante para que as pessoas comecem, de fato, a agir.
Na televisão brasileira, por exemplo, várias novelas já abordaram questões como preconceito, adoção, drogas etc. Se não é uma solução, é no mínimo uma forma de colocar vários assuntos em pauta. E isso já é um grande avanço.
Fonte: Leia a matéria no site da Reuters
Imagem: http://www.sxc.hu/photo/689723

O homem que roubava livros...

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Farhad Hakimzadeh, roubo, livros

Farhad Hakimzadeh não é um criminoso comum, ele é um "estripador" de livros... Durante sete anos, ele foi responsável por arrancar a bisturi páginas de livros antigos dentro das dependências da Biblioteca Britânica, em Londres. Segundo noticiado, o acadêmico formado em Harvard e ex-diretor da Iran Heritage Foundation (também em Londres), teria feito o mesmo em Oxford. Seu alvo, como autor de obras sobre viajantes europeus e suas aventuras pela Mesopotâmia, Pérsia e Império Mongol, eram documentos que retratavam a China e o Oriente Médio.

Tudo bem, concordo que ele cometeu um "assassinato histórico", pois além de destruir documentos valiosos, impediu que outros tivessem acesso ao mesmo conhecimento que ele teve um dia. Mas por outro lado, não deixa de ser um fato curioso. Quem dera que os crimes no Brasil se reduzissem à "ladrões de livros"...

Imagem: http://www.sxc.hu/photo/1004202

Animais em circos: você acha mesmo divertido?

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“O Circo ensina a criança a rir
da dignidade perdida dos animais.
Nesse caso a humanização dos bichos
reflete claramente a falta de humanidade das pessoas,
projetada em um macaco de vestido, camuflada sobre o riso".
Olegário Schmitt
Ao pesquisar sobre o tema, me deparei com cenas e relatos que... Não sei nem o que dizer.
“A idéia de achar graça na visão de animais selvagens coagidos a agir como desajeitados seres humanos, ou a excitação ao ver perigosas feras reduzidas a covardes retraídos por causa de um treinador com chicote em punho é primitiva e medieval. Tal visão de mundo advém do velho conceito de que somos superiores às outras espécies e que temos o direito de manter nosso domínio sobre elas. O primeiro auge desse conceito foi visto durante os massacres no circo romano e, desde então, tem sido mantido vivo através dos ensinamentos religiosos que insistem em colocar o gênero humano acima e apartado de todo o resto da criação.” Zoólogo Desmond Morris
"Vocês são do Globo Repórter? E é sobre gente ou sobre bicho?". Meu primeiro ímpeto foi dizer que “animais abandonados” era o tema do nosso programa. Mas a pergunta do garçom foi como um sopro de lucidez entrando numa frincha da percepção, elucidando o que estava inteiramente oculto. Então respondi, convicto: "É sobre gente, amigo. É sobre a natureza humana".
À medida que fomos filmando pássaros com asas amputadas, leões com garras arrancadas, chimpanzés com presas serradas e todo tipo de seqüelas da violência contra os animais, fui me convencendo de que eu estava certo. Estávamos fazendo uma reportagem sobre o quanto as pessoas, ao odiarem uma outra forma de vida, podem negar sua própria humanidade. E também sobre como podem honrá-la ao amar os animais.
Vimos leões entrevados pelo confinamento, chimpanzés esquizofrênicos e atormentados por anos de espancamento, araras cegas, onças mutiladas e todo tipo de sofrimento e privações. Parece a vitória da barbárie. Não é. Porque vimos também extraordinários exemplos de generosidade e dedicação. A grandeza de saber amar e proteger seres vivos que, como nós humanos, também sentem frio, dor e medo, ajuda a recuperar a humanidade que ainda há em cada um de nós. Basta ver o que o Rancho dos Gnomos fez com o leão Will. Abandonado por um circo e tendo vivido a vida inteira trancafiado, Will pôde, aos 13 anos de idade, pisar na terra pela primeira vez. Esfregando as patas na grama, no húmus, na energia mineral da natureza, livre da superfície inócua do chão da jaula, Will nos enche de ternura, nos entope de compaixão e, portanto, nos ajuda a salvar um pouco da humanidade que tínhamos perdido. Fonte: Marcelo Canellas - Globo Repórter
Enquete e Petições:
http://www2.camara.gov.br/comissoes/blog-da-comissao-de-educacao-e-cultura
Além de votar na enquete, assine as duas petições que estão circulando na internet. É muito importante a sua participação.

RPG e Educação: uma maneira divertida de ensinar e aprender

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“Em cada grupo, uma pessoa deve ser o narrador. Ele não constrói um personagem para si mesmo; na verdade, ele é uma mistura de diretor, moderador, narrador e árbitro. O narrador cria o drama, através do qual os jogadores conduzem seus personagens, forjando o enredo e os conflitos. O narrador também interpreta o elenco de apoio - os aliados com quem os personagens interagem e os adversários contra quem eles lutam. O narrador ainda cria os detalhes que compõem os cenários da história [...]. Os jogadores decidem como seus personagens e reagem no jogo, mas é o narrador com a ajuda das regras, que decide se os jogadores realmente tiveram sucesso ou não em suas ações, e em que medida”. Justin ACHILLI, em "Vampiro a Máscara".
Como já comentado em outro artigo (RPG e Trabalho em Equipe), o RPG (Role Playing Game) nada mais é do que a velha arte de contar histórias. A diferença é que deixamos de ser meros espectadores para interagirmos com os personagens, vivenciando suas dúvidas e desafios. É, portanto, uma história interativa, cujo "final" será determinado pelas ações dos jogadores/personagens. Mas diferentemente de outros jogos, não existem vencedores ou perdedores e sim, um objetivo, uma meta a cumprir, cuja realização ou não dependerá da relação estabelecida entre os participantes.

E se no passado era "apenas diversão", hoje é visto por vários educadores como uma importante ferramenta de ensino e aprendizado, justamente por sua capacidade de aliar lazer e entretenimento com educação e cultura. Muito embora seu uso ainda seja restrito dentro das escolas brasileiras, já existem diversas experiências nesse sentido, cujos resultados podem ser encontrados em vários artigos, livros e sites. Como no relato da professora Vivien Morgato, do Colégio Sagrado Coração de Jesus e Escola Comunitária de Campinas, no site da Ludus Culturalis:

"Utilizo o RPG como instrumento pedagógico há aproximadamente quatro anos, dentro da sala de aula. Sempre trabalho com alunos-narradores que elaboram aventuras a partir das aulas dadas, onde utilizamos diferentes estratégias midiáticas, como aula expositiva, textos, filmes, músicas, jogos variados, gravuras etc. Os demais alunos da equipe elaboram seus personagens de forma historicamente datada, com os limites e características inerentes ao momento historico discutido em aula. Os alunos preparam personagens e aventuras, e, utilizando uma versão simplificada do sistema GURPS, elaboram a aventura em três aulas, aproximadamente. Depois disso se reúnem e relatam sua aventura em uma narrativa escrita, discutem a participação de todos e se auto-avaliam com critérios previamente definidos (organização, desenvolvimento do conteúdo e criatividade)."

Depois de dez anos jogando e participando de projetos e eventos de RPG, não tenho dúvidas do quanto o RPG pode ajudar na educação. E foi pensando nisso, que decidi reunir alguns artigos e sites que falam sobre o assunto.

Artigos:

Sites de referência com materiais, artigos e muitas dicas sobre como aplicar o RPG na educação:

Imagem: Uai Play

Bichos e CIA - Existem amigos de todo tamanho...

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Recebi esse texto via e-mail e não resisti... Além da mensagem, as imagens são ótimas! Fiz uma apresentação em Power Point, mas ela ficou muito pesada, por isso salvei em jpg para colocar aqui no blog.